Como conservar um vinho aberto sem maiores gastos

Um método ao alcance de todos

Publicado em Vinho & Gastronomia em 2013.65d6b688523cee74bd81cd421bef8918

Se você é dos que têm prazer de abrir um belo vinho embora nem sempre tenha ao lado uma companhia que o/a acompanhe, como você conserva o vinho aberto?

Quem já não se deparou com o dilema – atroz para o amante de vinhos – de abrir uma garrafa de um grande vinho, sabendo que parte dele há de se perder, porque naquele dia vamos tomar apenas uma ou duas taças?

Como conservar o vinho é, com certeza, um dos problemas que afligem os fãs de Bacco.

Afinal, é um desperdício, um pecado mortal abrir e beber apenas um ou duas taças de, digamos, um Réserve de la Comtesse de Lalande 2004, segundo vinho do Château Pichon Longueville Comtesse de Lalande, um Deuxième Grand Cru pela classificação de 1855 de Bordeaux.

No dia seguinte, o seu Réserve de la Comtesse de Lalande ainda estará razoável, mesmo que tenha perdido algo, mas duas semanas depois, esqueça!, não há Vaccum Vin ou Auto Wine Vaccum Seal da The Sharper Image e mesmo Eurocave que evite o desastre.

O oxigênio que nos é tão necessário sempre encontra uma brecha, se mete na garrafa e lá vai nosso grande vinho para o vinagre… A não ser que você disponha de uma Enomatic particular, o que é privilégio de poucos.

Foi na base científica de tentativa e erro que descobrimos uma solução para este problema: se o oxigênio deteriora o vinho, guardar a sobra de nosso vinho sem qualquer contato com o oxigênio deve lhe dar uma sobrevida, certo?

A experiência de ensaio e erro começou com a recordação do método caseiro de meu pai de preservar o vinho na garrafa aberta. Depois de assistir a um filme italiano, ele passou a conservar o vinho aberto com uma camada de óleo em cima (afinal, o óleo não se mistura) e para “abrir” simplesmente jogava o óleo fora num movimento rápido de mão. Naquela época, meu pai guardava as sobras de vinho em garrafas de guaraná caçula, coisa que nem existe mais!

Mas o que existe, e ainda melhor, são as garrafas de 174 ml ou 0,25ml (1/4 de garrafa) com tampa de alumínio e de rosca. E, garanto, não falha!

A garrafinha de 174 ml é a salvação! Você bebe uma ou duas taças e verte o restante do vinho nelas, enche de vinho até a boca da garrafa sem deixar espaço entre o líquido e a tampa, que deve ser a tampinha de alumínio e rosca. Em seguida coloque uma etiqueta e ponha na geladeira. Pronto! O frio faz com que as moléculas fiquem dóceis e quietinhas sem inventar moda e sem oxidar. Você vai tomar o mesmo vinho um mês depois sem problemas!

Após terminar seu vinho, lave a garrafinha apenas com água, depois deixe passar a noite completamente cheia de água e tampada. No dia seguinte, esvazie a garrafa, coloque-a de boca para baixo, para secar completamente. Antes de guardar, verifique se está inodora, feche e guarde para o próximo vinho.

O equipamento para esta operação consiste em funil, etiquetas autocolantes, lápis e, pelo menos meia dúzia de garrafas 375ml. Eu já tenho aqui na geladeira uma coleção de garrafinhas com vinhos fantásticos: Puligny Montrachet 2011 Olivier Leflaive, Erasmo 2007, Reserve da la Contesse 2004, Mercurey Premier Cru Faiveley 2005, Marcel Deiss Grasberg 2007… tudo para tomar quando bem entender!

Experimente!

About silviafranco

Wine writer.
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