Oriundi 2011, belo vinho brasileiro ao estilo vêneto!

oriundi615Já pensou em reunir um time de primeira para fazer um vinhaço brasileiro no estilo vêneto como amarone?

Unir um produtor de reconhecida competência na produção do método de appasimento (amarone) como Masi, reconhecida em todo o mundo, com um enólogo brasileiro de uma vinícola reconhecida como butique como a Vallontano. E, de quebra, Ciro Lilla, importador de um e distribuidor de outro?

Pois o vinho vêneto brasileiro é Oriundi, “siamo tutti oriundi” como se diz aqui na Paulicéia e na região de descendentes vênetos na Serra Gaúcha.

Oriundi 2011 é vinho de dois mundos, unidos pela cultura. É corte de tannat 75%, teroldego 15% e 10% corvina, recantina e turqueta com aromas sedutores e complexos de amarone, frutas maduras, amoras, compota, saboroso em boca. Não tem como não gostar.

O projeto começa com um sonho de Don Ivo Pasa, descendente de Vêneto que conhece Sandro Boscaini da Masi (e que já faz vinho na Argentina) e o estimula a fazer um vinho pelo método de apassimento no Brasil.

Em 2006 Sandro Boscaini sai em busca de um parceiro brasileiro e em 2007 chega em Luis Henrique Zanini (enólogo da Vallontano), que faz vinhos marcantes e expressivos, e topa o desafio de fazer um vinho que expresse o terroir brasileiro a partir da centenária técnica vêneta.

Após muito teste sob a supervisão da Masi chega-se ao corte de tannat, teroldego e outras uvas típicas do Vêneto para realizar o apassimento e posterior vinificação, técnica desenvolvida por Masi, de quem Hugh Johnson escreve “exponent/researcher of Valpolicella, Amarone, Recioto, Soave” em seu guia 2014.

Notas de degustação

Oriundi 2011

Tannat 75%, Teroldego 15% e 10% corvina, recantina e turqueta.

13%

Perfil aromático muito expressivo.

Taninos bem presentes e finos.

Aromas de amarone, complexos, frutas maduras, amoras, compota.

Em boca, saboroso, mas não redondo como vinho de Novo Mundo. Gastronômico.

Para guarda de 20 a 25 anos. 10 mil garrafas

Na Mistral por R$127.

Notas técnicas

Idade das vinhas entre 15 e 50 anos no Vale dos Vinhedos, Serra Gaúcha. Condução das vinhas em guyot e pérgola.

Apassimento: 30 dias em caixa de madeira de 4kg a temperatura ambiente nos Caminhos de Pedra.

As uvas são vinificadas separadamente, depois de esmagadas elas são maceradas a frio 10˚C por 5 dias e sucessiva fermentação com pico de 24˚C. Trasfega e depois matura 18 meses em barrica Veronese de carvalho francês novo de 600 litros. Afinamento na garrafa por 10 meses.

Apassimento

O appasimento tem uma história antiga de mais de 2.000 anos. Appasimento descende do Reticum, antigo vinho doce da época romana.

E já usavam este método para ganhar em concentração. Um método que transforma o perfil aromático do extrato do vinho e aumenta o conteúdo de polifenois.

O projeto nos diz Luis Henrique Zanini era de fazer um vinho de altíssima qualidade no Brasil, o melhor do Brasil, feito com a técnica do Vêneto. E fizeram. Prove e comprove!

About silviafranco

Wine writer.
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