Cordelier Brut é o 2º melhor espumante charmat do Hemisfério Sul

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 Degustação conduzida pelo famoso crítico inglês Steven Spurrier, junto com outros 10 especialistas, foi promovida pelo Ibravin em São Paulo

 

O espumante Cordelier Brut, da Fante Indústria de Bebidas, foi o segundo espumante charmat preferido no Panorama dos Espumantes do Hemisfério Sul, promovido pelo Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), na última sexta-feira (25/04), na Fecomércio, em São Paulo. A degustação foi conduzida pelo mundialmente conhecido Steven Spurrier, o crítico britânico responsável pelo famoso “Julgamento de Paris”.

Na degustação às cegas de 11 espumantes elaborados pelo método charmat (com a segunda fermentação em tanques de inox) de cinco países – Argentina, África do Sul, Austrália, Brasil e Chile –, o Cordelier Brut foi o 2º rótulos mais votado entre Spurrier, atualmente editor da revista inglesa Decanter, e outros 10 degustadores técnicos: o chileno Patrício Tápia (Guia Descorchados), Dirceu Vianna Jr. (único Master of Wine brasileiro), o italiano Roberto Rabachino (FISAR), Christian Burgos (Adega), Horst Kissmann (Prazeres da Mesa), Marcelo Copello (Baco), Mauro Zanus (Embrapa Uva e Vinho), Diego Arrebola (Melhor Sommelier do Brasil), Eduardo Viotti (Vinho Magazine) e Suzana Barelli (Menu e Istoé Dinheiro). O vencedor da categoria foi o espumante Sileni Brut, da Nova Zelândia, que custa R$ 101.

Com preço de R$ 35, o Cordelier Brut superou rótulos conhecidos, como o Chandon Reserve Brut (R$ 74), o Norton Extra Brut (R$ 47), o Trivento Brut (R$ 35) e o Concha Y Toro Brut (R$ 35). “Estamos muito contentes com o resultado, que certamente irá refletir positivamente junto ao mercado e ao consumidor”, afirma o diretor Júlio Fante.


A tradicional marca Cordelier foi adquirida em 2010 pela Fante, com o objetivo de desenvolver uma linha de vinhos finos de alta gama na empresa de Flores da Cunha (RS), conhecida pela elaboração de destilados como a vodca Rajska, o uísque Black Stone, além dos vinhos 
de mesa Quinta do Morgado. “Estamos apostando na qualidade das uvas da Serra Gaúcha e na nossa moderna indústria para alcançarmos resultados como este”, observa Júlio Fante.


O Cordelier Brut é um corte clássico dos espumantes da Serra Gaúcha, ou seja, um assemblage das uvas Chardonnay (70%), Pinot Noir (20%) e Riesling Itálico (10%). Segundo o enólogo da Fante, Cedenir Fortunati, que está há 15 anos na empresa, este espumante
 apresenta uma coloração amarelo palha e borbulhas finas, intensas e persistentes. No aroma, tem notas de pão torrado e frutas tropicais, como o abacaxi.


Brasil é a bola da vez

Conhecido internacionalmente pelo histórico Julgamento de Paris, realizado em 1976, numa degustação às cegas comparando os vinhos californianos aos melhores exemplares franceses de Bordeaux e Borgonha, Spurrier disse, na sua palestra, em São Paulo, que os brasileiros devem estar orgulhosos de seus vinhos espumantes. “A degustação foi fascinante. Eu fiquei impressionado com a qualidade dos espumantes brasileiros, com os comentários dos jurados e com a riqueza de detalhes que foram apresentados. O resultado comprova essa qualidade”, afirmou.

Spurrier ainda disse que o Brasil produz os melhores espumantes do Hemisfério Sul. “Esse painel provou que os espumantes brasileiros têm qualidade, são competitivos em preço e têm potencial de conquistar novos consumidores tanto no país como no exterior”. Sobre a trajetória que a Fante está trilhando, de investir em produtos premium, o crítico inglês comentou que “as pessoas tendem a beber em menor quantidade, mas buscando vinhos e espumantes de qualidade”. Por fim, Spurrier deu uma declaração animadora: “O céu é o limite para os espumantes brasileiros. O espumante é o canto da sereia para o setor vinícola brasileiro.”


Veja como foi a degustação
O Panorama dos Espumantes do Hemisfério Sul coordenado por Spurrier teve 21 espumantes de Brasil, Argentina, Chile, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. A intenção do Ibravin foi oferecer um cenário sobre as características dos produtos elaborados nos principais países produtores do Hemisfério Sul. Ao pedir que cada jurado indicasse os seus três rótulos preferidos, sem mencionar a ordem, Spurrier contabilizou a escolha de dois espumantes brasileiros entre os três melhores charmat e também de dois rótulos verde-amarelos na categoria tradicional (champenoise). Dois espumantes da Nova Zelândia completaram os rankings. [Veja abaixo o resultado completo.]


RESULTADOS


Método charmat

1º Sparkling Brut Sileni – Sileni State (Nova Zelândia) – R$ 101,90 – 7 votos
2º Cordelier Brut – Fante Indústria de Bebidas (Brasil) – R$ 35,00 – 5 votos
3º Giacomin Brut – Vinícola Giacomin (Brasil) – R$ 23,00 – 5 votos

Método tradicional 
1º Miolo Millesime Brut – Miolo Wine Group (Brasil) – R$ 90,00 – 7 votos
2º MiruMiru – Hunter’s Wines (Nova Zelândia) – R$ 116,93 – 6 votos
3º Cave Geisse Blanc de Blanc – da Vinícola Geisse (Brasil) – R$ 85,00 – 5 votos

Fotos em anexo: Jane Prado / Divulgação

About silviafranco

Wine writer.
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