Vocês não precisam beber champanhe no Brasil. Vocês têm o seu espumante”, declarou Steven Spurrier

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Vocês não precisam beber champanhe no Brasil. Vocês têm o seu espumante“, declarou Steven Spurrier, editor da respeitadíssima Decanter Magazine.  

A declaração se deu ontem (25/4/14) durante o evento Panorama dos Espumantes do Hemisfério Sul, organizado pelo Ibravin e na celebração dos 100 anos de espumante brasileiro, iniciado em 2013 por Manoel Peterlongo na Serra Gaúcha.

Em entrevista exclusiva para V&G, Steven Spurrier declarou que o Brasil faz “o melhor espumante da América do Sul“.

Para Steven Spurrier, “o mercado mundial para espumantes está crescendo muito rápido e o Brasil deve ter um papel forte neste mercado mundial”.

O evento reuniu uma seleção de espumantes elaborados pelo método charmat e pelo clássico para degustação às cegas (dos vinhos, não das nacionalidades dos vinhos). Participaram do painel espumantes da Argentina, Chile, Brasil, África do Sul , Nova Zelândia e Austrália.

Quem levou a melhor?

Deu empate entre Nova Zelândia e o Brasil. E, considerando-se que a Nova Zelândia faz brancos magníficos, pode-se dizer que estamos em boa companhia.

Steven Spurrier discorreu sobre o mercado de champagne e de espumantes, destacando que espumantes e champagnes, de modo geral,  não são uma questão de terroir, de sentido de lugar, pois são elaborados a partir de vinhos base de diferentes zonas e safras.

Steven Spurrier confessou também que o espumante brasileiro que mais lhe agrada são os de Cave Geisse.

O que pode melhorar

À organização do evento faltou incluir os sommeliers e jornalistas do vinho que fomos convidados para sermos jurados do evento, recebemos as fichas de degustação, mas não tivemos nossos votos contados, motivo de uma oportuna intervenção da sommelier Deise Novakoski e colunista do Globo, que apontou esta e outras questões que devem ser aperfeiçoadas para um próximo evento.

Os votos contados foram apenas de nove jurados, muitos dos quais de inquestionável conhecimento como Patricio Tapia, Diego Arrebola e Dirceu Vianna Júnior.

Falhou a organização em seguir presa à “Galáxia de Gutemberg”, pois apenas considerou os jornalistas da imprensa escrita. Esperamos que não tarde muito para que se apercebam que a Internet existe e que veio para ficar.

Relação dos espumantes degustados

Charmat

Argentina: Bodegas Norton;Trivento;Lagarde.

Brasil: Chandon; Giacomin; Fanti Cordelier

Chile: Santa Carolina; Concha y Toro; Santa Helena

Nova Zelândia: Silene Estate

Africa do Sul: Nederburg

Austrália: sem representante, pois não se encontrou espumante charmat da Austrália no mercado brasileiro

Clássico (o champenoise)

Argentina: Luigi Bosca; Kaiken; Trapiche

Brasil: Miolo Millesime; Casa Valduga 130; Cave Geisse Blanc des Blanc

Chile: Tarapacá

Nova Zelândia: Miru Miru

Africa do Sul:  Krne

Austrália: Angas Brut

Assim, vamos seguir a sugestão de Spurrier, economizar nossos euros e dólares, bebendo e brindando com o espumante brasileiro!

About silviafranco

Wine writer.
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