Véronique Drouhin, enóloga e guardiã do estilo da Joseph Drouhin!

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Voltar à Borgonha é sempre uma alegria e um prazer. E não menos revisitar a Maison Joseph Drouhin que eu havia visitado há mais de um ano.

 

Fui recebida por ninguém menos do que Véronique Drouhin, chefe enóloga  e co-proprietária da Maison Joseph Drouhin.

 

Dos quatro irmãos, é ela a guardiã da qualidade e personalidade dos vinhos Joseph Drouhin. Cada irmão tem suas responsabilidades e Véronique, enóloga, responde pelos vinhos daqui e de Ultra-Mar, no Oregon.

 

Véronique Drouhin degusta 450 vinhos por semana, é dizer, uns 40 vinhos por dia. 

 

A casa Joseph Drouhin produz mais de 90 vinhos, porque a cada vinho corresponde um climat ou terroir. Alguns com poucas garrafas outros com milhares, mas, afinal, estamos na Borgonha! O trabalho do enólogo consiste entre muitíssimas coisas acompanhar a evolução do vinho na barrica. Daí degustar tantos vinhos diariamente.

 

Parte dos vinhos que elabora são biodinâmicos e outros orgânicos. Na Maison Joseph Drouhin nada de pesticidas e outras drogas.

 

Véronique Drouhin-Boss, seu nome de casada, além de enóloga tem quatro filhos e equilibra funções muito diferentes entre si como ser mãe, esposa, enóloga no Oregon, EUA e enóloga na Borgonha, viajens para falar dos vinhos e receber jornalistas como eu, por exemplo. 

 

Véronique fala de seus vinhos com paixão e intensidade. Vale a pena conferir, em inglês, o que ela nos revela no vídeo sobre as nuances de cada terroir e climat da Borgonha.

 

Nesta visita que fiz à Borgonha, Véronique Drouhin selecionou 9 vinhos para degustação após verificar quais vinhos eu havia degustado de minha última visita. Eu já nem me recordava mais do que havia degustado, fora o inesquecível  Clos de Mouches, mas ela tinha tudo anotado (podes crer que na próxima visita, também terei tudo bem anotado e vou pedir para degustar outra vez o Clos de Mouches!)

 

Em Borgonha, são muitos os terroirs (aqui uma simplificação) compartilhados por mais de um proprietário. Cada qual cuida das vinhas e faz seu vinho dentro de seu estilo, filosofia e padrão de qualidade. Daí a importância de certificar-se – antes de adquirir um Borgonha, que é sempre caro – da excelência de seu produtor. É dizer, você tem vinhos diferentes sob uma mesma denominação como Clos de Vougeot Grand Cru, pois cada um faz seu próprio vinho, segundo uma filosofia própria.

 

Joseph Drouhin faz belos vinhos, com muita elegância, e respeitados por toda a crítica cuja enóloga chefe é Véronique Drouhin. Sua importadora no Brasil é a Mistral.

 

Se você gosta de tintos com mais corpo e tânicos, prove um Gevrey Chambertin.  E se prefere tintos elegantes e de grande finesse, experimente um Chambolle Musigny.

 

 Mas se tem pouca familiaridade com os vinhos da Borgonha, sugiro começar pelo Borgonha simples para se familiarizar com a Pinot Noir Bourguignone que não tem nada a ver com qualquer Pinot Noir do Novo Mundo: é outro mundo e outra esfera!

  

Na semana do dia internacional da mulher, V&G homenageia mais uma enóloga, aliás, uma grande e respeitadíssima enóloga, indicada por Hugh Johnson em 2014 como um dos 6 craques em pinot noir do mundo ao lado de Aubert de Villaine do Romanée- Conti: Véronique Drouhin! Confira no vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Vyoq9b_gvVk&feature=youtu.be

 

Notas de degustação

 

Os brancos

 

Chablis Premier Cru Vaillons 2011

Domaine Drouhin Vaudon

 

Sem barrica, para manter o frescor efetuas. Muito fresco, e com complexidade. Velhas vinhas de 50 anos. E todas biodinamicos e 100% biodinamicos.belo equilíbrio. 

 

Mersault 2011

Villages

Aroma magnifico, muito generoso no nariz. Na boca tem bela energia, boa matéria e acidez. Longa persistência. Citricidade muito agradável. Grande bouquet este 2011 e mais redondo do que o Chablis.

 

Puligny-Montrachet Folatiers Premier Cru 2011 !!!+

Muito equilibrado e com muita finessse. Para beber com calma, deixar abrir. Um belo vinho. Complexidade, elegância, finesse. É um vinho aristocrático. Maravilhoso! Grande vivacidade.

 

 

Chassagne-Montrachet Premier Cru Morgeot Marquis de Laguiche 2011

Aromas frescos e complexos. Textura de grande finesse. Longa persistência. Muito elegante. Mineral. 

 

Os tintos

 

Côte des Beaune Villages 2011

Bom aroma e bom em boca. Suculento e bom final.fruta. Para beber jovem.

 

É um belo tinto bem Bourguignone, que dizer, o corpo é leve comparado com os Malbec e Carmenere a que nós brasileiros estamos familiarizados. 

Aromas e texturas são cheias de sutilezas e nuances. 

Nada é muito óbvio. Este é suculento e macio em boca. Para se beber jovem.

Na Mistral você encontra o 2009, bela safra, por R$ 228. E para beber já.

 

Gevrey-Chambertin 2011

Muito Gevrey, bem típico. Bastante corpo e muito interessante. Mais personalidade, complexidade e persistência.

 

Chambolle-Musigny 2010

Villages

Complexidade, especiarias, bela textura, veludo e grande finesse.

Este Chambolle Musigny 2010 é um Villages, quer dizer, não vem de nenhum Terroir especial. E ainda assim é uma beleza. Muita complexidade no nariz. Especiarias, frutas, mineralidade, sous bois. Textura de veludo em boca, finesse. 

Na Mistral você encontra  o Chambolle Musigny Premier Cru 2009, uma grande safra e um grande Terroir, por R$409.

 

Beaune Premier Cru Grèves 2010

Complexo. E tem uma estrutura como um clássico vinho de Greves. Caráter. 

 

Clos de Vougeot 2011 Grand Cru !!!+

Total complexidade.muita elegância! Muita persistência. E nao é muito tânico. E cresce em boca.é jovem e já tem muito encanto. 

 

About silviafranco

Wine writer.
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