Domaine Vieux Télégraphe agora no Brasil

Vieux Telegraphe

Vieux Telegraphe

A Ravin traz um dos grandes domaines de Chateauneuf-du-Pape.

Ao sul do Rhône se estende a região de Châteauneuf-du-Pape e basta o nome para nos fazer recordar as garrafas com aquele emblema, em relevo, dos papas que por séculos residiram em Avignon.

O Rhône é uma apelação de grande prestígio. Ao norte você tem Côte Rotie, Condrieu, St-Joseph, Hermitage, Crozes-Hermitage, Côtes du Rhône para citar as mais conhecidas e onde a syrah é soberana.

Ao sul do Rhône, você tem a apelação Chateauneuf-du-Pape, seguida por Côtes de Ventoux, Gigondas e Vacqueyras para citar as mais prestigiosas.

E o sul do Rhône é magnífico em história, cenários pitorescos, vinhas e seu coração está em Chateauneuf-du-Pape, o ápice em qualidade onde 13 castas de uvas estão permitidas e onde reina a grenache, seguida por outras, entre elas, a mourvedre e a syrah e cada qual empresta o seu caráter ao conjunto: cor, robustez, redondeza, perfumes.

E foi em Chateauneuf-du-Pape que o sistema de apelação controlada começou em França, com o Baron Le Roy do Châteaux Fortia que estabeleceu em 1923 o que veio a se tornar o sistema nacional de apelações controladas, estabelecendo – entre outras coisas –  que os solos para os vinhos finos de Chateauneuf seriam áridos o suficiente e as variedades de uvas, quantidade, rendimento etc. seriam estritamente controlados e as uvas insatisfatórias seriam eliminadas antes da fermentação.

O tempo provou que as medidas propostas pelo Baron eram mais que acertadas, pois tiraram a região da obscuridade para tornar-se uma estrela global no mundo dos vinhos.

Modernas técnicas de vinificação trouxeram mais qualidade aos vinhos da região e entre os domaines que adotaram estes métodos e passaram a exibir um padrão de qualidade tão alto quanto os mais altos da França, está o Domaine du Vieux Télégraphe que a Ravin de Rogério D’Avila passou a importar. O Velho Telégrafo em La Crau era da época de Napoleão e daí vem o nome do Domaine.

Domaine du Vieux Télégraphe está entre os mais finos e elegantes e de maior consistência em qualidade da apelação Chateauneuf-du-Pape. E produz apenas um único vinho, o Chateauneuf-du-Pape Víeux Télégraphe La Crau proveniente de um terroir magnífico, La Crau, um dos mais “quentes” da região e dos mais regulares em qualidade.

Ali se pratica agricultura sustentável, rendimentos severamente controlados, com técnicas específicas como egreppage muito limitada para a grenache e maturação em foudre (barricas enormes em que a madeira não é tão importante como “condimento ou tempero”). São vinhos muito ricos de longuíssma guarda para dissipar toda a energia ali contida e recuperar a mineralidade deste terroir soberbo.

Domaine du Vieux Télégraphe elabora vinhos que sejam a Expressão do Terroir, do solo e da terra de onde vêm. Na região são produzidas 450 mil garrafas ao ano e o Víeux Télégraphe produz 150 mil ao ano. O padrão é de altíssima qualidade. Colheita selecionada em função de maturidade, vinificação dura um mês entre maceração e fermentação e vai em cuba de madeira por 9 meses.  A vinificação se dá com todas as cepas juntas de vinhedos de 60 anos. Fermentação natural, sem enzimas e com leveduras naturais.
Leo Borsi, enólogo argentino radicado no Rhône e há seis anos no Domaine du Vieux Télégraphe dos irmãos Brunier esteve conosco em novembro para falar dos seus vinhos.

Além do ícone Chateauneuf-du-Pape Víeux Télégraphe La Crau, a Ravin traz os vinhos doDomaine La Roquête e do Gigondas Domaine Les Pallières, adquiridos pelos irmãos Brunier do Domaine Víeux Télégraphe em 1998 e em 1987 respectivamente.

Notas de degustação

Les Pallières Terrasse du Diable Red 2009
Adquirida em 1998.

Frescor, elegância.  Este é um Gigondas mais ao norte de Châteauneuf-du-Pape. Ali se fazem vinhos potentes e frescos.
Passagem por 12 meses em foudres e barricas de 6 mil litros.
Aromas de funcho, especiarias, complexidade, bem equilibrado. Elegante.
Perfeito para acompanhar a comida e a conversa com os amigos.
Produção de 25 mil garrafas ao ano.
R$228 na Ravin.

Domaine de la Roquette
Comprada em 1987.

A Grenache de Châteauneuf-du-Pape vem de solos com muita argila e pedras redondas, as gallets. Está mais abaixo em uma área mais quente. O subsolo é de areia. E a areia faz com que os vinhos sejam mais redondos.
Aromas intensos de frutas maduras, mais concentração, mais potência, frutas vermelhas e negras. Taninos mais potentes e aqui bem agradáveis. Muito elegante. Produção de 50 mil garrafas. R$268 na Ravin.

Chateauneuf-du-Pape Víeux Télégraphe La Crau  2009

Está desde 1800 na família dos irmãos Brunier.
Vem de La Crau onde 150 anos atrás não se podia cultivar nada apenas legumes etc. E nos conta Leo Borsi que então começaram a plantar vinhas. Corte de grenache, mourvedre e syrah.
É um vinho ainda mais concentrado do que o La Roquette.  Complexo, aveludado e suave. Mineral.
Muita concentração e volume de boca por conta da argila e pedra gallet e também porque o vinhedo é de vinhas velhas de 100 a 150 anos. Um grande vinho! R$478 na Ravin.

Bravo, Ravin, estes vinhos valem o que custam!

About silviafranco

Wine writer.
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