Cristal Louis Roederer, champagne mítico e superlativo

Foram poucas as vezes que tive a felicidade de provar o champanhe Cristal Louis Roederer. Tão poucas vezes que eu me recordo do momento, local e ano.

A antepenúltima vez foi na Wine Experience, evento da Wine Spectator em 2009. E a penúltima (pois espero vir tomar mais vezes) foi nesta segunda-feira, dia 5 no jantar do Grand Chapitre de São Paulo do L’Ordre des Coteaux de Champagne, em que diversos brasileiros envolvidos com o champanhe e com a Champagne foram agraciados com o título de Chevalier. No meu caso, Dame-Chevalier.

Aproveitei a oportunidade para entrevistar Alfredo Srour da Maison Lafite que traz este champanhe Cristal estupendo na elegância e nas particularidades históricas.

No mesmo ano em que o telefone era inventado, o Tzar Alexandre III da Rússia recebia sua primeira garrafa de champagne Cristal,  que seguia à risca as determinações de sua encomenda.  O ano era 1876.

O nome de Cristal tem origem na própria garrafa, à época feita de cristal Baccarat.

E porque Alexandre III temia ser assassinado, o fundo da garrafa de Cristal é liso, de modo que o sommelier não conseguisse segurar a garrafa ao mesmo tempo em que empunhasse uma arma mortal para matar o soberano.

E se você pensa que ao visitar o museu do Hermitage na Rússia terá a oportunidade de apreciar uma garrafa de Cristal servida ao soberano ou mesmo uma das taças usadas pelo monarca, desista. Eram todas quebradas após seu uso. Por isso, nos revela Alfredo Srour, não resta nenhuma garrafa ou taça que tenha sido usada pelo Tzar.

Mas se hoje a Cristal Louis Roederer não vem mais em cristal Baccarat, suas borbulhas, aromas e texturas são de uma elegância indescritível e uma cremosidade ímpar.

Recomendo Louis Roederer Cristal Brut 2004, elaborado a partir de vinhedos cru classés, amplo, cremoso em boca e no nariz toda a elegância da Chardonnay. Champagne digno de um tzar, servido no inesquecível jantar do Grand Chapitre de São Paulo.

E como Cristal não está disponível para todos os dias, vale  Roederer Brut Premier, que é uma prova da excelência da Maison Roederer, mais acessível, de grande vivacidade e cremosidade. Representação e importação da Maison Lafite. Confira o vídeo: http://player.mais.uol.com.br/embed_v2.swf?tv=2&mediaId=13453951

About silviafranco

Wine writer.
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