Douro, a opulência e elegância dos vinhos Symington

Vinhos do Douro Symington, gastronômicos, suntuosos e elegantes

Eles já faziam muito bem vinho do Porto. E nos anos 60, Paul Symington com o irmão Dominic e primos fez uma revolução, uma reviravolta. Além dos Portos pelos quais o Douro era famoso, a família Symington lançou-se num novo projeto, inovador nos anos 60 do século passado: fazer vinhos tranquilos de altíssima qualidade.

E fizeram. Fizeram aquele que foi o primeiro tinto português a ser indicado para a lista dos “100 Melhores Vinhos do Mundo” da Wine Spectator, em 2004, com 95 pontos: o Chryseia, um vinho superlativo, criado em parceria com Bruno Prats, do Château Cos d’Estournel.

Depois deles não foi o dilúvio, mas um mar de gente boa como Nieeport  seguindo seus caminhos e fazendo do Douro um grande e diverso terroir de vinhos finos.

E, claro, a família não parou por aí. Daí resultaram outros tantos vinhos espetaculares com o DNA do Douro: minerais, suntuosos, elegantes, classudos como Quinta do Vesúvio, Prazo de Roriz e a linha Altano, uma linha tudo de bom, pois orgânica e de preço acessível. São vinhos que eu chamo de vinhos do Douro Symington, pois tem a tipicidade do Douro e dos Symington.

O resultado de tanto cuidado e inovação? A britânica Decanter condecorou Paul Symington – que estendeu a honraria ao irmão Dominic – como homem do ano de 2012. Symington Family Estates é hoje  a maior proprietária de vinhedos finos do Douro, com 947 hectares divididos entre 27 propriedades, cada qual com um terroir bastante particular.

Dominic Symington esteve recentemente no Brasil a convite de sua importadora, a Mistral,  para apresentar o Altano Reserva Quinta do Ataíde 2009 com 92 pontos da Wine Spectator e um preço acessível além de outros e vinhos espetaculares como Chryseia, Pombal do Vesúvio, Post-Scriptum e outros.  Confira no vídeo (http://player.mais.uol.com.br/embed_v2.swf?tv=2&mediaId=13448067)  o que Dominic Symington conta sobre a linha orgânica Altano e o Reserva Quinta do Ataíde.

Os projetos

A família tem 3 projetos distintos no Douro:

O primeiro deles é Altano a extremo NE perto de Espanha, região muito quente e fria às noites.  Ali contam com três parcelas de vinhas de cultivo 100% biológico. Um desafio com os qual estão aprendendo novos sistemas de intervenção química zero na vinha. A ideia é fazer intervenção 100% natural em todos os vinhedos.
O segundo projeto se faz em parceria desde 1999 com a família de Bruno Prats para produzir um tinto no Douro de grande qualidade (Prats e Symington é o projeto agora com vinhedos próprios, apenas para o Chryseia usam o vinhedo de um tio). Com Prats, produzem Chryseia, Post-Scriptum e o Prazo de Roriz.
O terceiro projeto é só da família e compreende os vinhos Quinta do Vesúvio e o Pombal do Vesúvio em quantidades pequenas.

A Quinta do Vesúvio é uma quinta das mais emblemáticas de Portugal. Tinha 380 ha de vinha e foi comprada da família de D. Antônia Ferreirinha em 1989. Fazem parte da família Symington as duas linhas: Altano e Vesúvio.
A Quinta do Vesúvio fica numa das partes mais quentes com uma variação em altitude grande de 100m a 420m de altitude e com muitas variedades de castas. É com as 50 variedades remanescentes do Douro que a família está criando uma coleção das castas do Douro, identificando todas as variedades para saber qual delas há de fazer o melhor vinho tranquilo.
A madeira

Vinhos do Douro são vinhos gastronômicos para acompanharem comida e, portanto, não têm o estilo dos vinhos do Novo Mundo. No Douro a estrutura tânica é muito marcada, daí a opção de usar barricas maiores. A madeira (de tosta média) é um instrumento de trabalho para ajudar o vinho e não para alterar o paladar..

 Notas de degustação

Altano Tinto 2009

É um vinho saboroso para o dia a dia. Aromas de flores silvestres, frutas negras e chocolate. US$27.50 na Mistral.
Altano Reserva Quinta do Ataide 2008 (!!!, um vinho que exclama três vezes)

A mais nova criação. É um touriga nacional de vinhedo único plantado nos anos 1970, 100ha de vinhas, cultivo totalmente biológico da Quinta do Ataide, vinhaço com  92 pts WS. Na vinificação uma oxigenação e depois estágio de 12 meses em barricas de 300 a 400 litros em carvalho novo francês.
O vinho está no auge da questão qualitativa.
Aromas de azeitonas, alcaçuz, frutas vermelhas, mineral. Em boca, muito fino, estruturado, elegante, sedoso e de longa persistência. Muito fino, agradável e gastronômico. Aromas clássicos do touriga nacional. Muito agradável e fácil de beber. US$67 na Mistral.

Prazo de Roriz 2009
Uvas de Quinta Roriz em parceria com a família de Bruno Prats. 12 meses em barrica francesa de segundo uso para amaciar os taninos. Mais corpo, mais fruta e complexidade. Frutas negras maduras. Potência e corpo. Finesse e acidez gastronômica. Certa herbacidade. Taninos presentes, mas agradáveis.
Aromas de carvalho de terceiro e quarto ano. Mais encorpado, musculado do que o Altano. US$44.90 na Mistral.

Post-Scriptum 2009!!!+ (exclama 3 vezes e tem um plus)
Outra parceria feliz com Prats. Fruta e Madeira. Um vinho de grande relação preço qualidade.Frutado, ameixa, frutos vermelhos, fino e elegante. Equilibrado e muito agradável. Macio e com gosto de quero mais. Chocolate. Casta dominante a touriga franca e touriga nacional para complementar. US$69.90 na Mistral.

Chryseia 2008 (um grande vinho, sofisticado)

Chryseia é ouro em grego antigo e Douro é de ouro. É o Douro com mão francesa de Bruno Prats (exChâteau Cos d’Estournel). Touriga Nacional,60%, e Touriga Franca,40%.
Muito elegante em nariz e persistente.  Frutado e ameixa. Finesse. Frutos vermelhos, tostado, folha de tabaco, ameixa, algo do vinho do Porto. Muito macio, e redondo dentro de uma certa finesse. Guarda para 10 anos. Muita persistência em boca. US$176.90 na Mistral.
Pombal do Vesúvio 2008
Touriga nacional 60%. Um tinto amigável desde jovem. Vinho mais arredondado do que Chryseia. Blen de Touriga Nacional, Touriga Franca e a Tinta Amarela, apenas em 5%, e que tipifica o Douro.
Muita fruta vermelha. Complexidade, madeira, especiarias, floral.  Herbáceo em nariz. Mais simples do que o Chryseia e também muito mais acessível. US$69.50 na Mistral.
Quinta do Vesúvio 2007
Elaborado apenas nas melhoras safras. A base é a Touriga Nacional. Grande tinto português com 94 pts WS. Opulento. Touriga Nacional 60%, Tinta Roriz e 5% de Tinta Amarela. Grande vinho, finesse e elegância. Estrutura tânica mais evoluída. Muito agradável, belo vinho. 2007 é a primeira safra deste vinho que é considerado em Portugal o melhor vinho português do ano. Um vinho com garra e com a tipificada dos vinhos do Douro, mineral. Frutas vermelhas, ameixa.US$189.90 na Mistral.

Graham’s 10 Years Old Tawny
Deve ser servido fresco a 15ºC. O melhor Porto para a Decanter. Complexo e elegante. Equilibrado e harmonioso. Untuoso e com a acidez que limpa a boca. Frutas  secas, ameixa. Muito sedoso. Vem de vinhos reserva, envelhecidos 10 anos em média. Exuberantemente frutado.
Carro chef de Porto.US$75.50 na Mistral.

Graham’s Vintage Port 1997
Frutas maduras, ameixa, complexidade. Frutas secas. Sedoso em boca. Um grande Porto, impressionante. 93 pts Robert Parker. US$268 na Mistral.

A Família Symingto segue inquieta e inovadora com altos padrões de qualidade. Desde o simples Altano até o Chryseia. Mas eu, pessoalmente, fico com o Altano Reserva Quinta do Ataide 2008, porque além de superlativo, cabe no meu bolso.

Confira abaixo na Mistral:

http://www.mistral.com.br/product.aspx?idproduct=24231

About silviafranco

Wine writer.
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