O Piemonte de Coppo e Vietti

Paolo Coppo, da Luigi Coppo, e Mario Cordero, da Vietti estiveram ontem em São Paulo apresentando seus vinhos. Coppo e Vietti são duas vinícolas primeira linha de Piemonte e fazem belos vinhos.

Coppo produz dois belos superpiemontês como o Monteriolo Chardonnay 2006 um chardonnay fresco e complexo para deixar os melhores californianos no chinelo; e o Alterego Monferrato 2006, corte feliz que une a acidez da Barbera e Freisa com a estrutura da Cabernet Sauvignon. Em 1992 ele começou a experimentar e em 1995 foi a primeira produção deste superpiomontês intenso, carnudo e persistente.  São vinhos de recorte moderno e bem feitos a US$134 e US$109.50 respectivamente na Mistral de Ciro Lilla. Mas a Coppo tem um Barbera esplêndido e vigoroso, um best buy delicioso, Barbera d’Asti Camp Du Rouss 2006: um tinto frutado, ótima acidez, carvalho bem integrado, elegante e muito equilibrado que levou os 90 pontos de Robert Parker e o “Due Bicchieri” da Gambero Rosso. Vale duas vezes cada centavo dos US$49.90 que custa. Outro vinho de arrebatar corações é o Pomorosso Barbera d’Asti 2005 da Coppo muito mineral, toques de chocolate, complexo, elegante. US$178.

Já a Vietti prima por trabalhar apenas com as castas autóctones, num estilo mais austero e clássico e nem por isso menos saboroso. A destacar o Roero Arneis 2009 com aromas de frutas brancas e mineralidade por US$54.90. 

Outro grande Barbera é o da Vietti, Barbera d’Alba Scarrone Vigna Vecchia 2007 proveniente de escassos 6 hectares e 3 mil garrafas, das quais apenas 60 vieram ao Brasil. Mario Cordero nos revelou que sacrificou parte do vinhedo de Barolo, em 1988, para este Barbera. Portanto, não há porque se admirar que custe US$139.50. É um vinho generoso que alia elegância e potência, muito equilíbrio e merece os 94 pontos de Parker.

Para os amantes do Barolo, a Vietti oferece um vinho proveniente de um premier cru do Piemonte, o Barolo Rocche 2006, clássico e austero, expressão do terroir e cuja cor e aparência me recordou a elegância de um grande Borgonha com a intensidade e o vigor da Nebbiolo, grande complexidade aromática, taninos finos, acidez gastronômica. Parker deu-lhe 96 pontos e a Gambero Rosso sua “Stella”. Já está pronto, mas suporta guarda de mais 30 anos. Entretanto, como diz Hugh Johnson, depois de 15 anos, pouco se adiciona à complexidade aromática, portanto não precisa guardar mais do que isso. US$339.

Delicados e finos e de excelente relação preço qualidade: Moscato d’Asti Moncalvina 2009 Coppo com 5,5% de álcool, fino e delicado, levemente adocicado e perfeito para acompanhar sobremesas a base de frutas por US$39.90. E o Moscato d’Asti Cascinetta DOCG 2009 Vietti, refinado, elegante, vivo e fresco, também 5,5% de álcool e US$44.50.

About silviafranco

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